Como organizar os brinquedos (e manter a ordem!)

Quando a família começa a crescer, com a chegada do primeiro filho/a, começa também a bagunça de brinquedos, e a partir daí ela não tem mais fim. O tempo passa e mais brinquedos surgem; parece até que eles brotam. Quando chega o irmãozinho/a então, duplicam!

Como podemos organizar os espaços infantis e qual a melhor maneira de guardar os brinquedos?

Muitos estudos, entre eles o conhecido método Montessori, defendem que os brinquedos devem estar sempre ao alcance das crianças, estimulando assim independência e liberdade na hora de brincar. Para esse fim, podemos usar gavetões baixos, cestos organizadores, prateleiras instaladas na altura da criança e até estantes baixas.

Bancada ao alcance das crianças.

O interessante de ter os brinquedos em altura acessível para crianças é que assim você também pode ensiná-las a organizar os brinquedos depois de terminar de brincar.

Toy Box: brinquedos acessíveis.

A minha dica, pela experiência não apenas como arquiteta, mas, principalmente como mãe (tenho uma filha de 7 e outra de 3 anos), é uma organização mesclando brinquedos acessíveis e brinquedos não acessíveis, com o intuito de ter maior controle sobre a organização.

Na minha residência, brinquedos como quebra-cabeça, jogos, massinhas, Lego e Playmobil, ficam em prateleiras altas, porém abertas e visíveis. Dessa maneira, o adulto incentiva a criança a recolher e pôr na caixa o brinquedo que acabou de usar antes dele pegar o próximo jogo requisitado.

Organização mesclada: brinquedos acessíveis e não acessíveis.

É uma forma de ensiná-la responsabilidade sobre seus brinquedos e sobre a organização do seu espaço sem perder o controle sobre a ordem. Afinal, nós mães e pais sabemos que, por mais que nos esforçamos em ensinar a guardar, o senso de responsabilidade dos nossos filhos quase sempre falha, e basta alguns minutos “livres e soltos” num quarto de brinquedo, ainda mais com um amiguinho junto, que é o suficiente para ficarmos uma semana catando pecinhas.

Exageros à parte, aqui, brinquedos como bonecas, cozinha e comidinhas, bolas, material de arte e livros ficam acessíveis, e brinquedos com peças pequenas ficam visíveis, mas não acessíveis.

Assim percebemos que a forma como projetamos ou “montamos” o espaço e dispomos os brinquedos terá uma relação direta com a dinâmica do ambiente e o comportamento da criança perante a ordem.  Mas isso sozinho não basta, é preciso perseverança dos pais para que, durante seu crescimento, a criança desenvolva a consciência de que ele é diretamente responsável pelo que acontece no seu espaço.

 

A autora deste texto é Isabela Figueiró,
arquiteta, sócia da Cadô Design e mãe de duas meninas.

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